

29/07/2004 14:40
O bebê, no começo, só distingue quatro sabores: doce, salgado, amargo e azedo. O paladar é o menos desenvolvido dos sentidos da criança ao nascer, até porque ela não precisa dele, uma vez que a natureza preparou-a para apenas um tipo de alimentação: o leite materno.
Bebês precisam de liberdade para usar a boca: faz parte do seu aprendizado, do seu desenvolvimento. O cuidado a tomar é evitar que ele tenha acesso a coisas que não deve mesmo colocar na boca, por serem perigosas de engolir ou porque estejam sujas. Mas não reprima o bebê além da conta, porque a boca é seu primeiro contato com o mundo, sua primeira comunicação, sua primeira escola de vida.
Sem parar de dar de mamar ao peito, a partir do quarto mês de vida comece a dar ao bebê, na ponta da colherzinha, um alimento novo por semana. De preferência puro, para que ele possa reconhecer o gosto e guardar o paladar: maçã ralada, banana amassada, um legume bem cozido, peixe, gema de ovo.
Não use mamadeira. A má higiene da mamadeira é a principal responsável pela maior parte das doenças diarréicas em crianças pequenas. Além disso, a criança precisa começar a desenvolver o paladar, e misturar alimentos, oferecendo-os na mamadeira, não dá essa oportunidade. Permita que ele reconheça os sabores de diferentes alimentos, salgados e doces, e que use a boca. Observe e anote para conhecer suas preferências e para respeitar as suas rejeições.
Ao estimular seu paladar, leve-o a reconhecer os alimentos sem vê-los, pelo sabor e pelo cheiro. Isso ajuda muito o desenvolvimento intelectual da criança. E procure não transmitir preconceitos pessoais ou culturais ligados ao paladar. Na educação do paladar, como em todas as outras, o melhor estímulo é a riqueza de experiências sem preconceito: deixe o bebê experimentar de tudo, mesmo do azedo e do amargo, porque ele pode gostar e ter mais possibilidades de satisfação alimentar.
clique aqui para saber mais
enviada por claudinha
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)





